Alporquia
A alporquia É um processo de multiplicação de plantas, que consiste em induzir um ramo a emitir raízes, quando ainda ligado a ela. Para isso são feitos alporques, representados por um substrato acondicionado para nele desenvolverem-se raízes.
Os ramos para os alporques devem ser sadios, de 1-1,5 cm de diâmetro, de textura semilenhosa, desprezando-se os ramos muitos velhos.
A zona para o alporque deve estar a 20-30 cm da ponta do ramo, um pouco abaixo de um nó com sua gema. As folhas da região escolhida são retiradas, deixando-se as demais. Retira-se a casca de maneira a ficar um anel com cerca de um centímetro de largura em torno do ramo.
Para o enraizamento usa-se o esfagno ou musgo de floricultura, bem úmido, que é aplicado em trno do anel como um chumaço.
A seguir envolve-se firmemente o esfagno com um plástico e para fixá-lo passa um barbante, de maneira a vedar também as duas extremidades do conjunto para que o esfagno não perca a umidade e resseque-se. Um ramo pode comportar as vezes diversos alporques.
O alporque enraiza dentro de 1-3 meses, dependendo da planta. O plástico sendo preto não permite visualizar as raízes, que são percebidas pelo tato. Se o plástico for branco, a umidade do esfagno permite o aparecimento de algas que prejudicam a formação das raízes.
Os alporques podem ser feito em qualquer época do ano, exceto no inverno.
Constatado o enraizamento, o alporque é cortado na base, retirado o envoltório plástico, mantido o esfagno e mergulhado levemente na água. A seguir é plantado num recipiente e mantido sob proteção para desenvolver-se.
Plantas Ornamentais no Brasil Arbustivas, Herbáceas e Trepadeiras
Autor Harri Lorenzi e Hermes Moreira de Souza
Terceira Edição.
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